VERTICALIDADE PRISIONAL

O edifício proposto está localizado no canteiro central da Avenida Luis Viana (Paralela). Num dos eixos que setorizam a cidade, dividindo-a em miolo e faixa atlântica, e que concentra grande parte do fluxo de entrada e saída da região metropolitana. A crescente ocupação do seu entorno gera um tráfego denso e pouco eficiente. A proposta de um sistema metroviário que seria implantado sobre o canteiro foi apresentada pelo governo estadual, mas sua execução ainda não foi iniciada.

 

O exercício imagina um canteiro ainda livre com o modal entrincheirado sob seus 14 km de extensão. Uma estação para o metrô faz parte do projeto, além da conexão com linhas de teleféricos que estão nos níveis acima da proposta. A junção dos modais permite um rápido deslocamento nos sentidos da Paralela e amplia sua área de influência com a distância coberta pela linhas dos teleféricos.

 

O edifício mantém livre o nível do canteiro central, dessa forma o espaço poderá maximizar seu potencial enquanto parque, espaço de encontro e prática de esportes sem deixar de cumprir sua função como articulador urbano.

 

Os programas citados (metrô, parque linear e teleféricos) compõem a base da edificação que abriga a instituição prisional. A prisão se aproxima não só do ambiente urbano e das benesses que auxiliam a ressocialização (proximidade familiar, assistência multidisciplinar facilitada), mas também do fluxo de pessoas. A combinação programática busca uma desmistificação sobre o tema e uma reflexão constante sobre a forma como tratamos pessoas que brevemente serão reinseridas à vida livre ao lado dos demais cidadãos.

 

Dossiê completo

 

Ficha Técnica:

Trabalho Final de Graduação – Faculdade de Arquitetura

Universidade Federal da Bahia

2014

Iuri Souza Nascimento

Orientador: Sergio Kopinski Ekerman

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