SOL NASCENTE

A diretriz fundamental do projeto foi a criação de um conjunto habitacional que estabelecesse uma relação harmoniosa com a escala humana. Buscou-se soluções que permitissem a densidade e ocupação adequadas à tipologia projetual com espaços de convivência que enaltecessem o senso comunitário das habitações. A dimensão da intervenção suscita uma estratégia para a escala urbana anterior ao projeto para as edificações habitacionais. O plano urbano dos conjuntos foi implantado através de três ações iniciais:

 

A primeira ação foi a de integração dos conjuntos F, G e H através da conversão das duas ruas que os seccionam em vias compartilhadas, provocando a redução da velocidade dos veículos e dando maior fluidez à quadra. Aos espaços das vias foram somados as calçadas e os recuos dos lotes adjacentes para a criação de dois amplos espaços comunitários (entre F e G e entre G e H) servindo às unidades habitacionais criadas e sua vizinhança imediata.

 

A segunda ação foi o desenho de um eixo central que percorre longitudinalmente os lotes e permite a conexão dos pedestres aos acessos das edificações. Esta decisão inverteu a lógica usual de acesso aos lotes pela rua principal e possibilitou maior interação entre os moradores, reforçando o senso de comunidade.  O eixo é composto por calçamento e ciclovia que oferecem uma nova opção de trajeto ao previsto no plano anterior de urbanização da quadra, fazendo a comunicação entre todos os lotes dos conjuntos e os novos espaços comunitários. É a segunda escala do projeto, menos ampla que as vias compartilhadas e direcionada aos moradores dos conjuntos.

 

Através deste eixo longitudinal, são acessados os lotes das unidades habitacionais. Cada lote possui três volumes (com exceção dos lotes 01 e 06 do Conjunto F) implantados de forma a consolidar duas ruas internas. Íntimas e comunitárias, elas são de domínio daquelas cem pessoas que vivem ali. Um playground, uma área para aniversários, uma varanda para o bate-papo, um exercício de vizinhança. Essas ruas internas representam a terceira ação do plano urbano.  Uma intervenção em menor escala que permite maior apropriação do espaço pelos moradores.

 

Em suma, as ações do plano urbano buscaram nesses diferentes momentos uma transição sutil entre a rua e a casa.

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